quinta-feira, 27 de novembro de 2025

 

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

G 310R a menor da linha BMW


Nova porta de entrada ao mundo BMW, a G 310 R é uma moto ágil, confortável e segura, isso sem falar em seu estilo moderno, que deve despertar o desejo no público jovem. Outros atrativos são o motor de um cilindro com 34 cv de potência máxima e sua ciclística refinada, digna de motos de maior capacidade cúbica - suspensão invertida na dianteira e freios a disco com ABS em ambas as rodas. A caçula da família BMW custa R$ 21.900 e está disponível em três opções de cores: branco, preto e azul. É, hoje, a moto mais barata da marca alemã em todo o mundo.
De cara, alguns detalhes chamam a atenção: design moderno, freios com flexíveis em aço (Aerokip), lanterna traseira de LED e um bom nível de acabamento. Montado sobre a G 310 R o assento baixo e confortável, o painel de instrumentos 100% digital - com indicador de marcha, consumo instantâneo e médio, data, entre outras informações – também se destacam.
Após o primeiro contato com o modelo em seu lançamento em uma pista fechada, levamos a compacta naked para seu habitat natural: as ruas e avenidas das grandes cidades. Ergonômica, a G 310 oferece uma boa posição de pilotagem com braços semiflexionados e pedaleiras recuadas.
Em função do desenho do tanque de combustível, com capacidade para 11 litros e bocal aeronáutico, o piloto “encaixa” as pernas com facilidade. Quando o “start” é dado e a moto começa a ganhar velocidade, o guidão largo ajuda na condução. As mudanças de direção são leves e precisas.
Ciclística refinada
Se a moto é divertida e ágil no ambiente urbano, grande parte de sua “ginga” deve-se à ciclística. Suspensão e freios estão ancorados em um chassi tubular. Na dianteira, garfo telescópico invertido com tubos de 41 mm de diâmetro e 141 mm de curso. O monoamortecedor traseiro é fixado diretamente na robusta balança de alumínio, e tem curso de 131 mm com précarga da mola ajustável em 10 posições. Traduzindo: a arquitetura do conjunto faz esta moto absorver bem os impactos com o piso.
O conjunto equilibrado faz com que a moto “drible” os carros com facilidade e conta ainda com um bom ângulo de inclinação nas curvas. O limite são mesmo as pedaleiras.
Em um ambiente caótico, como o trânsito carregado da cidade de São Paulo, a G 310 R é uma moto controlável, fácil de pilotar e segura, graças aos freios a disco e ABS em ambas as rodas. Na dianteira, por exemplo, grande disco de disco simples de 300 mm de diâmetro, “mordido” por pinça de fixação radial, como nas motos mais sofisticadas e potentes. Você já sobe na G 310 sabendo que, se precisar, os freios darão conta do recando, mesmo em uma situação extrema.
Para completar, a pequena BMW adotou rodas de liga-leve de 17 polegadas, calçadas com pneus de perfil esportivo sem câmara. Outro fator contribui para esta agilidade no trânsito: o peso de apenas 158,5 kg em ordem de marcha.
Motor invertido
Quando o motociclista olha o motor da nova BMW, uma dúvida fica no ar. Por que o monocilíndrico de 34 cv de potência e 313 cm³ de capacidade está invertido e inclinado para trás? O sistema de escapamento também sai da parte de trás do motor, sem aquela curva na parte frontal do propulsor.
A solução foi adotada pela BMW para baixar o centro de gravidade, diminuir a vibração – característica dos monocilíndricos – e aproveitar melhor o combustível, pois a inclinação aprimora o fluxo de gasolina.
Já a apenas 2.500 giros há força, ou seja, torque para a moto ganhar velocidade. A partir dos 5.500 rpm, o propulsor desperta e oferece uma pilotagem mais divertida. Mas a ‘brincadeira’ começa mesmo acima dos sete mil giros e o ronco médio-grave instiga o piloto a girar o acelerador com mais vontade. Em percurso misto – 70% cidade e 30% estrada –, a média de consumo foi de 26 km/l: autonomia de quase 290 quilômetros.
Na estrada
E por falar em viagens, o desempenho da G 310 R na estrada deixa um pouco a desejar. A 140 km/h já está perto do limite e o motor vibra demais. Embora a concepção da moto privilegie o uso urbano, o motociclista também poderá usá-la em áreas metropolitanas, para se deslocar entre cidades vizinhas. Mas, se a ideia foi fazer longas viagens, talvez a G 310R não seja a melhor opção.
FICHA TÉCNICA
BMW G 310R
Motor Monocilíndrico, 4 válvulas, comando duplo no cabeçote e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 313 cm³,
Diâmetro x curso 80 mm x 62,1 mm
Taxa de compressão 10,6:1
Potência máxima 34,47 cv a 9.200 rpm
Torque máximo 2,85 kgf.m a 7.500 rpm
Câmbio Seis marchas
Transmissão final Corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Tubular em aço
Suspensão dianteira Garfo telescópico invertido 41 mm de diâmetro com 140 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor com 131 mm de curso e multiajustável
Freio dianteiro disco simples de 300 mm de diâmetro, com pinça de fixação radial e cáliper de quatro pistões e ABS
Freio traseiro Disco simples de 240 mm de diâmetro com pinça pinça flutuante de dois pistões e ABS
Rodas e Pneus 110/70 R 17 (Diant.) e 150/60 R 17 (Tras.)
Comprimento 2.005mm
Largura 820mm
Altura 1.080mm
Distância entre-eixos 1.366mm
Altura do assento 785mm
Peso em ordem de marcha 158 kg
Tanque de combustível 11 litros
Cores Branco, preto e azul
Preço R$ 21.900

Dez dicas para não virar estatística


Na Semana Nacional do Trânsito, que acontece entre 18 e 25 de setembro, os motociclistas paulistas não têm motivos para comemorar. Segundo dados do Sistema de Informações e Gerenciamento de Acidentes no Estado de São Paulo (Infosiga SP), 1.737 motociclistas perderam a vida em acidentes no Estado de São Paulo no ano passado. O mesmo levantamento mostra que o fator humano é o principal causador de fatalidades no trânsito, pois, 94% dos acidentes fatais são causados por negligência de condutores ou pedestres. Ou seja: muitas mortes poderiam ser evitadas.
Como a motocicleta é a parte mais frágil em caso de colisão com outros veículos, cabe ao piloto da moto adotar uma condução defensiva. Alguns hábitos podem diminuir as chances de o motociclista se envolver em acidentes. Veja dicas práticas de como pilotar defensivamente e não fazer parte dessas tristes estatísticas.

- Proteja-se!

Em caso de acidente, o equipamento de proteção pode fazer a diferença entre a vida e a morte do piloto e da garupa. O capacete é o item fundamental. Ele deve ser do tamanho adequado (não pode ficar folgado na cabeça), estar sempre bem afivelado e dentro do prazo de validade. Os capacetes abertos oferecem menos proteção e deixam rosto e maxilar vulneráveis em caso de uma queda. O capacete é fundamental, mas não é o único item de proteção que você deve utilizar. Botas, luvas, calças e jaquetas apropriadas completam o equipamento mínimo que todo motociclista deve vestir antes de sair de casa.

- Seja visto!

Além de ser obrigatório por lei, manter o farol baixo sempre ligado – mesmo durante o dia –, seja na cidade ou na estrada, faz com que os motoristas vejam a moto mais facilmente. É importante também manter em ordem todo o sistema de iluminação da motocicleta, como lanterna e as luzes indicadoras de direção (setas). Lembre-se: a motocicleta é estreita, pequena e rápida se comparada aos outros veículos. Roupas claras e jaquetas com material reflexivo também ajudam o motociclista a ser visto.

- Saia do ponto cego!

Em muitos acidentes o motorista afirma que, simplesmente, não viu a motocicleta. Muitas vezes isso pode ser verdade, caso a moto esteja no ‘ponto cego’. O chamado ponto cego é a área não coberta pelos espelhos retrovisores dos automóveis ou onde as colunas e outras partes do carro impedem a visão do motorista. Exatamente por isso, quando rodar ao lado de carros, caminhões ou ônibus, mesmo que não esteja no corredor, o motociclista deve levar em consideração que talvez esteja “invisível” e poderá levar uma “fechada” a qualquer momento. A dica é se posicionar de forma que você fique no campo de visão do motorista.

- Não vá se perder por aí

Locais de tráfego intenso com intersecção de avenidas ou saídas para estradas importantes representam um grande risco ao motociclista. Em vias, como as Marginais do Rio Pinheiros e do Tietê, há muitos motoristas que estão de passagem e não conhecem bem a região. Muitos podem mudar de faixa, ou pegar uma saída, sem dar seta. Ao rodar em locais assim o piloto deve reduzir um pouco a velocidade, evitar ultrapassagens e ficar atento aos outros veículos, contando sempre com os imprevistos. Afinal, nessa triste “guerra” do trânsito não há certos e errados, apenas vítimas.

- Caminhos cruzados

Um tipo de acidente de extrema gravidade e, infelizmente comum, acontece nas vias rápidas (avenidas e estradas) onde há pontos de conversão ou cruzamento. Ao se deparar com um veículo aguardando para cruzar a pista, é recomendável diminuir a velocidade e avisar da sua aproximação por meio da buzina ou farol alto. Ainda assim, reduza a velocidade e desconfie: o motorista pode estar desatento e cruzar a sua frente causando um grave acidente.

- Pedestre

A quantidade de óbitos de pedestres no trânsito é tão alarmante quanto a de motociclistas. Em 2016, 1.489 pedestres foram vítimas fatais de acidente de trânsito no Estado de São Paulo. O número mostra que o motociclista também deve ficar atento para não aumentar essa triste estatística. Ao passar ao lado de ônibus e outros veículos altos, como VUCs e SUVs, fique atento mesmo que o trânsito esteja parado. Sempre existe a chance de “surgir” um pedestre entre os carros.
Locais como saídas de hospitais, igrejas, supermercados, estações de trem e Metrô exigem ainda mais cuidado, principalmente nos horários de pico - pela manhã e à tarde. A única atitude capaz de evitar um acidente é rodar em velocidade reduzida e compatível com a via, de modo que permita uma frenagem de emergência.

- Não corra no corredor

Em grandes cidades, não tem jeito: em algum momento o motociclista vai ter de circular no corredor formado entre os carros. Por isso mesmo é bom saber que, nessa situação, suas chances de evitar um acidente diminuem muito, afinal não há espaço para uma manobra evasiva. A primeira dica importante é: não ande sempre no corredor. Faça isso somente quando os carros estiverem realmente parados no trânsito ou em velocidade muito baixa.
A segunda dica é não correr no corredor. Rode, no máximo, a 40 km/h, uma velocidade razoável em comparação aos outros veículos parados e que lhe dará algum tempo para frear, caso algum motorista desatento decida mudar de faixa. Mantenha distância das motos à sua frente e evite rodar ao lado de caminhões e veículos maiores, pois eles podem não lhe ver. Fique atento também aos sinais dos motoristas: caso você veja algum deles olhando pelo retrovisor, isso pode ser um indício de que ele pretende mudar de faixa.

- Pare agora!

Muitos acidentes graves com motociclistas acontecem em cruzamentos com semáforos. Primeiramente, porque uma colisão lateral atinge em cheio o motociclista e pode causar graves lesões e até o óbito. Outro perigo é a “mania” de aproveitar o semáforo, ou seja, dar aquela acelerada mais forte para passar na luz amarela. Por isso, assuma uma postura defensiva: caso você veja que o sinal ficou amarelo, reduza a velocidade e pare! Não tente ganhar alguns minutos que podem lhe custar sua vida.
Também é preciso ficar atento quando o sinal ficar verde, pois na via perpendicular pode haver outro motorista (ou motociclista) espertinho que queira aproveitar o amarelo. Nossa dica: mesmo que o semáforo fique verde, certifique-se de que os outros veículos pararam. Lembre-se: semáforo não é grid de largada!

– O perigo vem por trás

Como já foi dito, a iluminação traseira da motocicleta é fundamental para que os outros motoristas e motociclistas possam vê-lo na via. Mas, mesmo assim, em locais menos iluminados ou em semáforos, motoristas desatentos podem não ver a moto. Por isso é importante também ficar atento aos espelhos retrovisores, pois o perigo pode vir por trás. Preste atenção, caso aviste algum veículo se aproximando em alta velocidade: o motorista pode não o ver. Outra dica importante é parar a moto nas laterais da pista em semáforos. Dessa forma, um motorista desatento tem espaço para desviar da moto, caso não a enxergue.

- Na dúvida, defenda-se!

Você já deve ter cansado de ouvir que “moto não tem proteção”, “o para-choque da moto é a perna do motociclista”... Embora exageradas, essas frases têm um fundo de verdade: um motociclista não tem um habitáculo de proteção. Portanto, na dúvida, não faça aquela manobra. Não ultrapasse. Não acredite que aquela moça bonita falando no celular viu você e sua moto. Não julgue que aquele senhor, que parece perdido, está andando devagar por acaso. Não tenha certeza que o motorista do caminhão que não está dando seta não irá virar à direita. Reduza a velocidade. Assuma uma postura defensiva no trânsito e, na dúvida, evite um acidente. Não entre para as estatísticas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Novo Museu da Moto em Tiradentes (MG) resgata boas histórias em duas rodas

Desde os 15 anos, Rômulo Filgueiras coleciona tudo que está relacionado ao mundo das duas rodas: miniaturas, revistas e livros. Depois vieram chaveiro, apontador, imã de geladeira, sempre com a temática moto. Hoje, aos 57 anos, o comerciante mineiro tem mais 3.000 itens. Com o passar do tempo, a paixão pelas motos – que é hereditária, já que os pais rodavam na década de 1950 a bordo de Java 175cc 1956 – se tornou obsessão e deu origem ao recém-inaugurado Museu da Moto de Tiradentes (MG). O acervo particular conta com 85 motos – 66 expostas, algumas sendo finalizadas outras em fase de restauração. Há réplicas, modelos históricos, militares, agrícolas, Vespas e Lambretas.
Montado em um casario que fica a 300 metros da estação ferroviária, ponto turístico da cidade, o museu tem sete cômodos que somam 360 metros quadrados de área e cria toda uma atmosfera saudosista. Além das motos, o espaço traz miniaturas, peças, placas e utensílios em formato de motos.

Acervo abrangente

O acervo mineiro apresenta exemplares nacionais e importados de extrema relevância à cultura motociclística. Destaque para a FN, de 1909, com side-car feito em vime. A moto belga traz motor monocilíndrico com menos de 5 cv de potência, farol a carbureto e, como diferencial, transmissão por eixo-cardã, sistema que ficou imortalizado nos modelos BMW. Aliás, no museu mineiro há vários modelos da marca alemã fabricados entre as décadas entre 1950 e 1980.
Há ainda uma Indian Chief 1946 com câmbio manual e uma Harley-Davidson Flathead 1947, com suspensão Springer (molas aparentes) na dianteira. Outras raridades ficam por conta de exemplares fabricados na Hungria, Belarus, Rússia, Inglaterra e na extinta Tchecoslováquia. Muitas dessas marcas se perderam no tempo.
O Museu da Moto de Tiradentes exibe também a 29ª moto Honda produzida no Brasil. Segundo Rômulo Filgueiras, a CG 125 “bolinha” modelo 1976 é a mesma usada pelo rei Pelé na campanha de marketing do lançamento da moto.
O acervo conta ainda com uma réplica do Celerífero (1790), veículo de madeira de tração humana, com roda de carroça e que só se movimentava em linha reta. Rômulo Filgueiras também está providenciando a réplica de uma Draisiana, de 1813. Feito em madeira, o veículo já contava com guidão, sistema de endurecimento da direção e com regulagens da altura do assento. Só como analogia, seria a moto dos “Flintstones”, desenho animado sucesso nas décadas de 1970 e 1980.

Cultura da moto

O próximo passo do Museu da Moto de Tiradentes é ter uma biblioteca para pesquisa e ainda uma sala de restauração. Em função de toda esta literatura será possível remontar uma moto como se fosse zero quilômetro, seguindo os padrões de originalidade conforme as publicações e catálogos de época.
“Além apresentar a evolução tecnológicas das motos, temos o prazer de ‘reacender a chama’ do motociclismo, já que muitas pessoas que passam por aqui têm alguma história, algum laço, alguma boa recordação sobre duas rodas. Queremos preservar as máquinas e amplificar estas boas histórias”, conta, emocionado, Rômulo Filgueiras, que é um misto de garimpeiro e historiador quando o assunto é o mundo das duas rodas.
Hoje, o Museu da Moto abre suas portas conforme a agenda de eventos da cidade mineira. Por isso, para conferir as datas de funcionamento siga a página do museu no Facebook: https://www.facebook.com/museudamotomg/. O endereço é av. Gov. Israel Pinheiro, 35, Tiradentes (MG). Ingresso: R$ 10 para adultos. Crianças não pagam.

LISTA

Outros museus de moto no Brasil que valem a visita

Além do Museu da Moto, aberto recentemente na charmosa Tiradentes (MG), há outras coleções particulares muito interessantes expostas em todo o Brasil. Confira algumas delas:

- Gallery 275 – Petrópolis (RJ)

Quer conhecer motos fabricadas no Brasil entre as décadas de 1970 e 1990. O Museu de Motos “Gallery 275”, que fica em Petrópolis (RJ), conta com um acervo mais de 100 motos – de 50 a 1.100cc. No galpão de 600 metros quadrados é possível encontrar algumas raridades, entre elas, as Yamaha YB50, DT125 e R5 250; as Honda SS50, ST70 e CJ 250; as Suzuki A50, A100 e integrantes da família GT (185, 250 e 380). Além do único exemplar no Brasil da Kawasaki A1 1970 Special 250cc.
“Isso aqui é uma parte importante da história da motocicleta no Brasil. Isso aqui é minha vida. Aqui tem muito amor, dedicação e horas de trabalho”, finaliza Guaraci Silva, dono do acervo.
O “Gallery 275” fica na Rua Cândido Portinari, 275, Bairro Mosela, Petrópolis (RJ). Informações, acesse www.gallery275.com.br ou ligue para (24) 2235-8512. Ingresso: R$ 15.
- Museu de motocicletas BMW – Curitiba (PR)
Em junho de 2011 foi inaugurado o Museu de Motocicletas BMW Curitiba (PR). Com dois andares, cada um com 350 m², o É considerado um dos cinco principais do mundo em termos de tamanho e qualidade de sua coleção. O local reúne um acervo de 40 motos que fazem uma viagem pela história que vai de 1923 até o ano 2000. É considerado um dos cinco principais do mundo em termos de tamanho e qualidade de sua coleção.
A moto mais antiga é uma R 32, ano 1923, a primeira moto fabricada pela BMW. A coleção traz ainda o revolucionário C 1, scooter com capota produzido em 2000 e a primeira G 650 GS produzida no Brasil. Outro destaque fica por conta da R 17, ano 1937, modelo mais raro do Museu BMW de Curitiba. Apenas 430 unidades da R 17 foram produzidas.
O museu só abre para grupos fechados de no mínimo 20 e no máximo 40 pessoas com agendamento prévio. Fica na rua José Naves da Cunha, 144, Seminário. Informações e visitas, acesse: www.colecaobmwcuritiba.com.br

- Museu Duas Rodas – Visconde de Mauá (RJ)

Já no Museu Duas Rodas, que fica na região de Visconde de Mauá (MG), é possível conhecer mais veículos antigos entre motocicletas, ciclomotores, bicicletas motorizadas etc. A coleção que abriga mais de 90 modelos teve início na década de 1970 e hoje é um dos acervos mais representativos do País. Pena que as veículos ficam em um galpão estreito, onde as motos ficam apertadas, quase uma em cima das outras.
Entre os destaques traz a primeira motocicleta quatro cilindros em linha industrializada no mundo; uma FN de 498 cm³ de capacidade cúbica, além de dezenas de motos de competição.
Há ainda vários modelos de marcas distintas, entre elas: Ducati, Norton, DKW, Moto Guzzi, Vespa, Java, Harley-Davidson, Wanderer, Velo Solex e Csepel. Alguns exemplares são do início do século passado. Vale o passeio, já que o museu fica dentro de um parque de esportes de aventura. Museu Duas Rodas s/nº - Alcantilado - Visconde de Mauá (MG). Informações, acesse: www.museuduasrodas.com.br

Yamaha quer resgatar o passado com nova SCR 950


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Impulsionada pela onda retrô que, há alguns anos tem sido tendência no mercado de motos, a Yamaha apresentou recentemente mais um modelo de sua linha clássica: a SCR 950. Inspirada nos modelos scrambler dos anos de 1960 e 1970, a nova moto chegou recentemente às concessionárias do Canadá e Estados Unidos, onde o preço sugerido é de US$ 8.699 (cerca de R$ 28.500).
Valorizando o estilo clássico de décadas passadas, o design da nova SCR 950 remete às primeiras Yamaha DT 250 da década de 1970. Farol redondo, paralamas de alumínio, banco reto, guidão largo e um tanque sem emendas, que dá um charme especial, a nova scrambler japonesa adicionou alguns componentes modernos ao seu desenho atemporal.
A lanterna traseira manteve a forma arredondada das primeiras DTs, mas agora utiliza LEDs. O mostrador redondo do painel é simples, mas com tela de cristal líquido e informações digitais. As rodas raiadas têm aros de alumínio, as bengalas da suspensão traseira ganharam protetores em forma de sanfona e um estiloso “number-plate” na lateral da moto confere o charme scrambler à nova SCR 950.
Segundo a Yamaha, o modelo tem o objetivo de resgatar o tempo em que andar de moto era apenas se divertir com os amigos e se aventurar por aí como há 30, 40 anos. Curiosamente, a maioria do público alvo desses modelos não era nem mesmo nascido nessa época. Pois, assim como Ducati Scrambler e a Triumph Street Twin, a SCR 950 foca em um consumidor jovem, que se liga mais em estilo e design do que desempenho.

Baseada em uma custom

Derivada da custom Bolt, a SCR 950 utiliza o mesmo motor de dois cilindros dispostos em V a 60°, refrigerado a ar, com 942 cm³ - o mesmo V2 da XVS 950 Midnight Star, comercializada no Brasil. Com quatro válvulas por cilindro, o propulsor alimentado por injeção eletrônica produz modestos 48,5 cv de potência máxima a 5.400 rpm, porém o bom torque máximo de 7,47 kgf.m já está disponível a 3.400 giros – o que se traduz em boa aceleração de 0 a 100 km/h, mas em velocidades máximas não tão empolgantes assim. Configuração adequada para a proposta da scrambler japonesa de ser uma moto divertida de pilotar na cidade e até encarar uma estrada de terra.
Mas o que chama mesmo a atenção no conjunto motriz é a transmissão final por correia dentada, típica das motos custom, mas rara (ou inédita) em um scrambler. A caixa de marchas tem cinco velocidades.

Ciclística revisada

Embora o chassi seja um duplo berço, como na Bolt, a SCR 950 traz um subquadro exclusivo, que elevou a altura do banco. Em conjunto com as pedaleiras mais centralizadas proporcionou uma posição de pilotagem mais típica de uma trail.
A roda dianteira manteve o mesmo diâmetro da versão custom (19 polegadas), porém a traseira aumentou para 17 polegadas. Dessa forma, o ângulo de cáster foi reduzido para 28,4° (na Bolt é de 29°). Tudo para que a nova Yamaha tenha mais agilidade nas mudanças de direção.
Os pneus Bridgestone Trail Wing, que equipa muitas bigtrails por aí, foram escolhidos para capacitar a SCR 950 a enfrentar estradas de terra batida com mais desenvoltura. O escapamento mais elevado completa o estilo “fora-de-estrada” dos anos 70.

Mercado

O segmento de “clássicas-modernas” está em alta na Ásia, Estados Unidos e na Europa - um indício de que a Yamaha deverá lançar a SCR 950 nos salões de motos europeus que irão acontecer até o final deste ano.
Embora ainda não tenha chegado com a mesma força no Brasil, alguns modelos retrô já estão à venda por aqui. A Ducati já comercializa a linha Scrambler e a Triumph vende a Street Twin e as derivadas da Bonneville no País. As fábricas japonesas, leia-se Honda e Yamaha, até agora têm ignorado o segmento, muito em função do baixo volume que não justificaria o investimento. Portanto, há poucas chances de vermos a SCR 950 por aqui.